Quadril

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Extremamente popular no mundo do esporte, sobretudo no futebol, a pubalgia, também conhecida por pulbeíte, é uma patologia que causa a inflamação dos tecidos moles da região pubial e pode ser tratada tanto farmacologicamente como com cirurgia.

O que é?

Muito comum entre a comunidade esportiva, sobretudo no futebol, a Pubalgia é uma patologia constituída por um quadro de sintomas que, juntos, causam inflamação na articulação sínfise púbica (localizada na parte de baixo do quadril), assim como também causa dor na virilha e no abdomen. A região do osso púbis é constituída por ossos que compõem o quadril, músculos (como abdominais e adutores), cartilagens, ligamentos e tendões, além de ser extremamente exigida e pressionada pela força corporal.

A Pubalgia foi descrita pela primeira vez em 1924, mas ainda não era associada a prática esportiva. Pouco depois, em 1932, ela foi presenciada em atletas praticantes de esgrima pelo médico e pesquisador conhecido por Spinelli, até então pioneiro no diagnóstico entre a comunidade esportiva. Entretanto, somente em 1983 o especialista Wiley J.J. descreveu a doença em um atleta de futebol como “Gracilis Syndrome” (Síndrome de Gracilis, na tradução literal para o português).

Quais as causas?

Como a pulbeíte é uma patologia multifatorial, ou seja, são várias as causas que contribuem para o surgimento dela. As principais, geralmente desenvolvidas a partir da prática errada de exercícios físicos, são: sobrecarga de exercícios ou atividades durante o esporte, parede abdominal enfraquecida ou pouco trabalhada (pois ter uma “barriga de tanquinho” não significa ter uma musculatura abdominal sadia) e lesões musculares, mais comum entre os músculos abdominais e adutores.

Ainda assim, outros fatores associados a anomalias musculares ou mau funcionamento de articulações também podem influenciar. É o caso dos desequilíbrios musculares, encurtamento dos músculos e redução do desempenho das articulações coxo-femoral e sacro-ilíaca, ambas localizadas na região do púbis.

Quem faz parte do grupo de risco?

O grupo de risco é limitado a poucas ocorrências que não sejam associados ao esporte, de modo que é difícil encontrar mais de uma pessoa em um hospital diagnosticada com pulbeíte. Entretanto, é bem comum entre o mundo esportivo, sendo responsável por cerca de 10% das lesões crônicas em esportes. Por conta dos chutes constantes, o futebol lidera a lista do grupo risco, seguido pelo tênis, pois os movimentos constantes para defender a bola exercem grande pressão sobre o quadril.

Um dos fatos mais famosos no futebol foi o do jogador Kaká, que em 2009 foi diagnosticado com pubalgia e se destacou pouco na Copa do Mundo. Recentemente, o jogador argentino Lionel Messi foi diagnosticado com dores e lesões características da patologia, o que preocupou a comunidade esportiva, pois ele corria o risco de operar e ficar quatro meses fora dos estádios. É importante os atletas profissionais tratarem a patologia, pois podem acabar encerrando a carreira precocemente.

Quando se leva em consideração o sexo dos pacientes, a pulbeíte é mais comum em homens do que em mulheres, e isso se dá por conta da elasticidade comum aos tecidos musculares delas, o que influencia no avanço da doença.

Já entre os jovens, é raro encontrar casos da patologia, pois os músculos ainda estão em desenvolvimento. Lembrando que exercícios físicos e práticas esportivas em jovens que ainda estão na fase de crescimento devem ser monitorados por um médico, pois podem prejudicar no futuro.

Quais os sintomas?

Os sintomas mais comuns são divididos entre o quadro de fatores que causa a doença, de modo que o principal sintoma é a dor na virilha e na região púbica, que pode se estender também pelos músculos abdominais. Outros possíveis sintomas são a rigidez no local e limitação nos movimentos com o quadril.

No início, a dor é sentida durante a prática esportiva, mas não causa incapacidade. E com o tempo, os sintomas aumentam, e além de afastar o atleta do esporte, ela também é sentida durante ações cotidianas, como tossir, defecar ou ao sentar-se. Sem o devido tratamento, as dores podem aposentar precocemente atletas profissionais de suas carreiras esportivas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é onde o ortopedista especialista em quadril vai analisar uma série de dados do paciente, como a rotina diária dele (e caso ele seja atleta, o médico também vai analisar a intensidade e a grade dos exercícios), o histórico de saúde individual e familiar dele e por fim um breve relato com os sintomas sentidos. Dessa forma, o médico pode descartar doenças e outras patologias que afetam o quadril.

O passo seguinte é o exame físico, onde o ortopedista especialista em quadril vai pressionar o local de dor até encontrar o tendão ou local inflamado. Um teste eficaz no paciente é pedir para ele se deitar de barriga para cima (decúbito dorsal), flexionar as pernas e permanecer com a coluna bem encostada na maca, ou então pedir para ele encostar os joelhos com a resistência do médico. Se houver dor durante os testes, então a chance de ser pubalgia aumenta.

Para auxiliar no diagnóstico, o médico pode pedir uma série de exames de imagem para descartar outras doenças, como artrose do quadril, hérnia inguinal, fratura do púbis, compressão de nervos ou lesão muscular. A radiografia auxilia para verificar o estado dos ossos, já a ultrassonografia é utilizada para verificar o estado dos tecidos moles, como tendões, ligamentos e músculos. Por fim, a ressonância magnética é um dos exames mais importantes, pois mostra se há inchaço (edema), inflamação ou mesmo lesões no tendão.

Quais são os tratamentos recomendados?

Existem dois tipos de tratamentos disponíveis no mercado, tanto pata atletas profissionais como amadores, são o tratamento conservador e o tratamento cirúrgico. A recomendação deles vai depender da intensidade do quadro de fatores da pulbeíte e da necessidade do paciente.

O primeiro, que é indicado para os casos menos graves ou que ainda estejam no início, é constituído de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir dor e inchaço, afastamento do esporte, sessões de fisioterapia para recompor a força dos músculos e compressas de gelo, quatro vezes ao dia por no máximo 15 minutos. No mundo do futebol, o tratamento conservador pode ser feito paralelamente à rotina de jogos do atleta, reduzindo apenas a quantidade de jogos.

Entretanto, alguns fatores podem fazer paciente e médico decidirem pela cirurgia, como se a lesão for muito avançada ou se o tratamento conservador falhar. No caso de profissionais do esporte, o tratamento conservador pode não ser útil por conta da demora na recuperação, que pode ser de até 12 meses. Dessa forma, é importante zelar pela cirurgia.

As operações para tratar a pubalgia são em sua maioria feitas por meio de artroscopia, um procedimento simples e pouco invasivo, que consiste em realizar três pequenos cortes no local. Em um vai uma micro câmera e nos outros dois os instrumentos necessários. As cirurgias são realizadas em uma sala esterilizada, com anestesia local e variam em cada caso, mas a maioria delas visa reparar as estruturas tendinosas e limpar a articulação.

Informações de recuperação e tratamento

Após a cirurgia, o paciente deve permanecer algum tempo no hospital para ficar em observação, o que deve levar até três dias. Os pontos podem ser tirados após um período de até três semanas, mas antes mesmo de retirá-los o paciente deve iniciar os tratamentos paralelos, como a fisioterapia para fortalecer a musculatura e o repouso para os tecidos se recuperarem mais rápido.

O retorno aos esportes vai depender em cada paciente, pois em um jogador profissional, a recuperação pode demorar apenas quatro meses, mas em um atleta amador, pode demorar de quatro a oito meses. Apesar de estar na fase de testes e não ser autorizado pela Anvisa, o tratamento de plasma rico em plaquetas é muito usado entre a comunidade esportiva internacional e nacional. Ele visa aumentar o processo de recuperação das estruturas, mas ainda assim é visto com ressalvas pela comunidade médica.

Fonte: Dr. Rogério Naim Sawaia (Ortopedia e traumatologia - Cirurgia do quadril)

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