Ombro

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O que é a Capsulite Adesiva?

A Capsulite Adesiva é uma condição que afeta os ombros e que é caracterizada pela limitação dos movimentos, rigidez e intensa dor no ombro. Por conta dessa sensação que é causada pela inflamação da cápsula que reveste a articulação do ombro, a Capsulite é também conhecida popularmente como ombro congelado. Apesar de desparecer sozinha com o tempo, pode chegar a durar meses ou mesmo anos e, quando não há o tratamento apropriado, trazer graves consequências para o paciente.

A articulação do ombro é formada por três principais ossos, são eles o úmero ou osso do braço, a clavícula e a espátula ou omoplata.  O encaixe desses ossos é muito importante para a movimentação da articulação e é neste mesmo local em que se encontra a cápsula articular do ombro, que quando inflamada resulta a Capsulite Adesiva ou ombro congelado. Essa cápsula é nada mais que uma membrana que reveste e dá estabilidade à articulação, auxiliando principalmente na hora dos movimentos.

Na Capsulite Adesiva ou ombro congelado, a inflamação da membrana acaba fazendo com que se torne mais grossa e rígida e, assim, provoque dor e rigidez no ombro, entre outros possíveis sintomas. Apesar de terem semelhanças, vale ressaltar que a Capsulite é uma condição diferente de outras que podem ocorrer na mesma região, como é o caso da Bursite no Ombro – que é a inflamação da Bursa sinovial, localizada na parte interna da articulação; da Tendinite no Ombro – inflamação dos tendões; da Síndrome do Impacto – muitas vezes ligada a microtraumatismos e degeneração; ou ainda da Atrose no Ombro ou Lesão do Maguito Rotador.

Sabe-se que o ombro congelado ou Capsulite Adesiva atinge em torno de 3 a 5% da população geral e costuma se manifestar no braço que não é dominante do paciente, ou seja, no braço esquerdo no caso de destros ou no braço direito no caso de canhotos. Apesar disso, é muito possível e bem comum que ela apareça também nos dois braços, principalmente em casos longos de Capsulite Adesiva, com mais de 5 anos.

Quais as causas?

Podem ser várias as causas do ombro congelado e, muitas vezes, pouco óbvias. Isso acontece porque ele pode estar relacionado desde a traumas na região dos ombros até doenças que não estejam diretamente ligadas a articulação do ombro, como diabetes, hipotireoidismo ou mesmo doenças cardiovasculares.

Há muitos casos, ainda, em que uma causa clara simplesmente não pode ser identificada.

Quem faz parte do grupo de risco?

Apesar das causas serem variadas e muitas vezes incertas, fazem parte do grupo de risco da Capsulite pessoas com mais de 50 anos – principalmente do sexo feminino, que tenham sofrido traumas na região ou AVC, passado por cirurgias, imobilizado o braço por longos períodos ou ainda que tenham doenças como diabetes, hipotireoidismo, Parkinson, doenças autominunes ou cardiovasculares.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são, como já citamos, a intensa dor no ombro e também a rigidez, que pode dificultar a realização mesmo de movimentos mais simples e que fazem parte do dia a dia – como vestir um casaco, levantar o braço, coçar as costas, abraçar –, trazendo a sensação de “ombro congelado”. Além disso, o paciente pode ter dificuldade em movimentar os braços como um todo e apresentar até mesmo torcicolo.

É interessante observar que na Capsulite Adesiva a dor pode ser pior à noite, mesmo quando em repouso, e tende a se agravar com o tempo. O tempo de evolução da doença pode variar bastante de acordo com cada caso, mas costuma durar pelo menos dois anos e, quando não devidamente tratada, pode resultar em sequelas eternas na mobilidade da articulação.

Diagnóstico

Um médico ortopedista especialista em ombros deve ser procurado pelo paciente sempre que houver a persistência dos sintomas e a dificuldade de se movimentar normalmente.

O primeiro passo, já no consultório, costuma ser aplicar um medicamento anestésico por meio de uma seringa direto na articulação do paciente, para se descartar a possibilidade de outras condições. Quando se trata da Capsulite Adesiva, o paciente notará o alívio da dor, mas sem melhora da mobilidade.

Em alguns casos, o médico poderá ainda solicitar exames complementares como radiografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, que são utilizados principalmente para verificar a possibilidade de existência de outras causas da dor no ombro, como lesões em outras regiões da articulação que não a cápsula.

Feito o diagnóstico, o médico poderá então indicar o melhor tratamento de acordo com todo o histórico do paciente.

Como tratar o ombro com Capsulite Adesiva?

A Capsulite Adesiva se trata de uma doença autolimitada, o que significa que ela se cura sozinha com o tempo, mas que o tratamento é muito importante para o controle da dor e recuperação dos movimentos.

O melhor caminho a ser seguido será sempre indicado pelo médico ortopedista especialista em ombros de acordo com as particularidades de cada caso. No geral, porém, costuma-se indicar o uso de medicamentos analgésicos para alívio e controle da dor, além de anti-inflamatórios e injeções de corticoides, que também irão minimizar os sintomas durante o período de recuperação normal da doença.

Controlados os sintomas, é essencial que o paciente procure por sessões de fisioterapia para recuperação total da mobilidade do ombro afetado. Além das sessões, o profissional fisioterapeuta poderá indicar uma série de exercícios a serem feitos em casa e que vão tornar o tratamento ainda mais eficaz.

A cirurgia é uma opção apenas para casos mais graves ou em que não há melhora mesmo com o uso correto dos medicamentos e com o auxílio da fisioterapia. Neste caso, o próprio médico ortopedista discutirá a opção com o paciente.

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