Mão

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Dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é uma síndrome que causa a inflamação dos tendões responsáveis pelos movimentos das mãos. Existem várias causas que contribuem para ela, como hereditariedade ou uso repetitivo das mãos. Saiba mais.

O que é?

Popularmente conhecida por dedo em gatilho, a tenossinovite estenosante é uma doença inflamatória que afeta os tendões responsáveis por dobrar os dedos da mão, fazendo com que eles fiquem sempre dobrados, mesmo que a pessoa tende desdobrá-lo. A doença pode ocorrer em apenas um dedo das mãos, mas também nos dedos de ambas e ao mesmo tempo. Deve-se salientar que não há registros da síndrome nos dedos do pé.

Quais as causas?

Existem diversas causas e fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como o uso repetitivo dos dedos da mão, por conta do esforço contínuo sobre os tendões, hereditariedade e outras doenças (como artrite reumatoide, rizartrose, diabetes e hipotireoidismo). Pequenos traumas nos dedos e alguns tipos de cirurgia, como a de correção da síndrome do túnel do carpo, também afetam os tendões, possibilitando o surgimento do dedo em gatilho.

Quem está no grupo de risco?

Diversos tipos de pessoas fazem parte do grupo de risco, seja por conta de seus passatempos ou por conta das atividades profissionais. Músicos, jornalistas e cozinheiros podem desenvolver o dedo em gatilho devido ao uso repetitivo e intenso dos dedos. Pessoas que digitam muito em aparelhos eletrônicos, como notebooks, celulares e teclados de computador, e também pessoas que gostam de jogos portáteis.

Deve-se lembrar que, no caso dos sexos, tanto o homem como a mulher podem desenvolver a doença, mas no caso da mulher, ela tem uma maior predisposição para desenvolvê-la. Entretanto, crianças, jovens, adultos e idosos podem estar sujeitos à síndrome.

Quais são os sintomas?

Os sintomas para dedo em gatilho são parecidos aos de uma tendinite no punho ou na mão, é possível notar dor nos dedos afetados e na palma da mão, formigamento, inchaço no dedo (edema) e rigidez (que se manifesta principalmente nas primeiras horas do dia). Outro sintoma característico da doença é o estalo doloroso ao tentar flexionar ou ao realizar movimentos de extensão.

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico, o ortopedista ou traumatologista especializado em mãos, deve se basear no histórico médico do paciente e em possíveis casos da doença na família; nos sintomas apresentados e pelo exame físico. Ele pode requerer também exames como uma ultrassonografia, que permite verificar órgãos e articulações por meio de ultrassom. Radiografias são desnecessárias, pois os tendões e a bainha sinovial (que auxilia no deslizamento do tendão) não são calcificados, portanto, não aparecem no exame.

Em casos bem raros de dedo em gatilho congênito, alguns especialistas podem diagnosticar os indivíduos com a trissomia 13, uma anomalia conhecida como a Síndrome de Patau, onde há três cópias do cromossomo 13, e não duas como é o normal.

Determinado o diagnóstico, qual é o tratamento indicado?

Existem diversos tipos de tratamentos indicados para a doença, mas todos devem ser debatidos com o médico e recomendados por ele.

No caso do tratamento conservador, que é usado na maioria das vezes, há uma série de cuidados que podem ser recomendados, como sessões de fisioterapia para fortalecer os músculos das mãos e dos dedos, afastamento das atividades diárias por cerca de uma semana e uso de uma tala ortopédica por cerca de três semanas. Para ajudar no controle da dor, compressas de gelo, uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios podem ser recomendados também. 

Entretanto, quando esse tipo de terapia convencional não for suficiente, o tratamento cirúrgico pode ser necessário. Existem dois tipos de cirurgia: a tenólise, que pretende liberar os tendões, as aderências causadas pela sua inflamação e destravar a bainha sinovial, melhorando o funcionamento da articulação; e a liberação percutânea, que é indicada para liberar os dedos anelar, médio e indicador.

Informações de recuperação e pós-operatórias

 É preciso salientar que ambas as cirurgias são feitas com anestesia local, exceto em crianças, onde a anestesia geral é necessária por conta da pouca idade. Para a recuperação das cirurgias, o médico especialista em mãos deve recomendar analgésicos para a dor. A reabilitação por meio de exercícios na academia ou com fisioterapia deve ser imediata. Os pontos devem ser retirados dentro de uma semana e a recuperação total deve acontecer dentro de 3 a 4 semanas, dependendo do paciente.

 

Fonte: Dr. Luis Antonio Buendia (Ortopedia e traumatologia - Cirurgia da mão)

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