Coluna

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O que é?

A escoliose é a deformidade no formato da coluna, que ocorre de maneira tridimensional, isto é, a coluna pode ficar torcida para os lados direito ou esquerdo, pra a frente, pra trás ou em volta do seu eixo.

A pessoa que apresenta escoliose fica com a coluna torta, onde a sua curvatura é determinada pelo grau de torção da mesma. Quanto maior o grau de torção, maior a gravidade.

Quanto à forma da curvatura, a escoliose pode ser em “C”, onde há uma curva simples à direita ou esquerda, e pode ser em “S”, quando a curvatura é dupla.

A curvatura pode ocorrer na porção cérvicotorácica (entre as colunas cervical e torácica), torácica, toracolombar (entre as colunas torácica e lombar), lombar e lombosacral (entre a coluna lombar e o sacro).

Quais as causas?

A grande maioria dos casos (70%) tem causa idiopática, ou seja, tem causa desconhecida.

Além disso, a escoliose pode ser uma conseqüência de doenças neuromusculares como a distrofia muscular, paralisia cerebral e poliomielite.

A escoliose também pode ter sua causa na má formação congênita ou ocorrer após um trauma (pós-traumática).

Qual o grupo de risco?

O principal grupo de risco é composto por crianças e jovens de 9 a 15 anos. Isso ocorre porque é nessa faixa etária onde há a fase mais acentuada de crescimento.

Apesar de acometer pessoas de ambos os sexos, as mulheres apresentam um risco maior de terem escoliose.

O histórico familiar também é um fator de risco, onde é mais comum em indivíduos que pertencem a famílias com antecedentes da deformidade.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais característico da escoliose é o desvio na coluna, onde se observa uma curvatura anormal para os lados.

A pessoa geralmente apresenta uma assimetria nos ombros, ficando com um ombro mais alto do que o outro. A pelve também pode ficar inclinada para frente.

Na grande maioria dos casos as crianças e jovens não apresentam dor. Já nos adultos a maior queixa e de dor nas costas ou lombalgia, e o desconforto muscular.

Qual o diagnóstico?

O diagnóstico deverá ser realizado pelo médico ortopedista por meio de avaliação clínica.

Ao exame, o médico deverá obter informações sobre o histórico do paciente.

Além disso, deve ser realizado o exame físico, onde são realizados testes clínicos específicos como a flexão do tronco para frente, possibilitando a observação de região elevada na coluna, o que é um indicativo de escoliose.

Uma avaliação da postura também deve ser feita, atentando-se às assimetrias. Para isso o médico deverá avaliar o paciente nos perfis anterior, posterior e lateral.

O exame neurológico poderá ser realizado, permitindo a identificação de fraqueza muscular e anormalidades de reflexo.

Para um diagnóstico preciso, o médico poderá solicitar a realização de exames de imagem como o raio-X, que permite a avaliação e determinação do grau de curvatura da coluna. Já tomografia computadorizada e a ressonância magnética permitem a detecção de outras doenças que podem estar associadas com a escoliose, como a hérnia de disco.

Qual é o tratamento?

O tratamento deve ser feito com base na idade no paciente, bem como outros fatores como a flexibilidade, a causa da escoliose e o grau de curvatura.

Nas curvaturas de até 20 graus geralmente é indicado a observação periódica da escoliose por meio da realização de exames de raio-x, principalmente se o paciente estiver em fase de crescimento.

O tratamento fisioterápico por meio de RPG (reeducação postural global) e o uso de órteses (coletes ortopédicos) são indicados para as curvaturas de 20 a 40 graus. Existem vários tipos de coletes ortopédicos, como o Milwakee, Boston, entre outros, e o tipo mais apropriado a ser utilizado deve ser definido pelo médico. O uso do colete não reverte a coluna, sendo utilizado para se evitar a progressão da deformidade, alinhando a mesma. Em casos onde a escoliose for de origem neuromuscular ou congênita o uso do colete não é indicado.

O médico pode prescrever o uso de analgésicos para os casos onde houver queixa de dor.

Nos casos onde a curvatura for superior a 50 graus é indicado o tratamento cirúrgico.

Tratamento cirúrgico

A cirurgia de escoliose deve ser realizada se a curvatura for grave ou se houver um agravamento rápido. Nas crianças e jovens a cirurgia é indicada nessas situações. Caso o contrário o médico pode esperar que cesse o período de crescimento ósseo.

O tratamento cirúrgico tem como finalidade a correção da curvatura e encaixe dos ossos.

A cirurgia pode ser realizada por meio de cortes nas costas, sendo que em alguns casos é necessária a realização do procedimento via abdômen e onde os ossos são fixados com 1 ou 2 hastes de metal presas por ganchos e parafusos.

O paciente poderá se sentar no primeiro dia após a cirurgia e caminhar após o segundo dia. Seu retorno às atividades de trabalho e estudo podem ser realizadas após 2 a 4 semanas e a prática de esportes só deve ser feita após 4 a 6 meses.

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